Lançado primeiro curso superior para o Instituto Penal Feminino

4 de abril de 2013 - 03:00

A Secretaria da Justiça e Cidadania lançou hoje (quinta, dia 04) o primeiro curso superior do Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa, em Aquiraz, e o segundo curso superior ofertado dentro da prisão no Ceará. A parceria entre a Faculdade Católica de Fortaleza e a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará tem por finalidade específica promover o desenvolvimento pessoal, social e cultural de mulheres em condição de privação de liberdade, capacitando-as na área da pesquisa, visando a produção científica qualificada.
A secretária da Sejus, Mariana Lobo, destacou a parceria frutífera, onde 15 internas terão curso superior, com duração de 3 anos e meio. “Enquanto houver uma só pessoa que pudermos transformar, o Governo do Estado estará aqui, apoiando. Acreditamos que a educação pode dar um novo começo as histórias dessas mulheres que estão aqui e por isso, agradecemos de pronto a proposta da Faculdade Católica. Estamos investindo bastante nos programas de ressocialização como motores da transformação de pessoas e iniciativas da sociedade civil ao olhar para essas pessoas acreditando em seu potencial, terão sempre o apoio da Sejus”, avaliou. O direitor da Faculdade Católica de Fortaleza, Padre Almir, frisou a importância de a Faculdade sair dos espaços para chegar às pessoas que mais necessitam. “Nosso esforço é para que vocês aproveitem essa oportunidade e mudem o rumo de suas histórias’, disse.   
 
 
Na ocasião, estiveram presentes a defensora pública Aline Miranda, a coordenadora da Pastoral Carcerária do Ceará, Celeste Aragão, a coordenadora do curso de Filosofia da FCF, irmã Celeste, a coordenadora de educação prisional, Magnólia Costa, a coordenadora de inserção social do preso e egresso, Keydna Carneiro, o deputado estadual professor Teodoro, além das diretoras da unidade Analupe Araujo e Monica Damasceno, professores e demais colaboradores do IPF. 
De 2006 a 2010 um curso superior em Teologia foi ofertado no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira 2, em parceria com a mesma instituição educacional. Presos como o nigeriano Cornelius Ezeokeke, que hoje ministra oficinas dentro do sistema e deu um testemunho para as novas alunas, puderam obter a titulação superior. Outros quatro conseguiram concluir os estudos, fora da prisão, e não retornaram para o crime.