Censo penitenciário no IPPOO II segue até a próxima quinta
16 de abril de 2013 - 18:47
O Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II) está na fase final da pesquisa que vai definir o perfil da população carcerária cearense. Até a última segunda (15 de abril), 75% dos 626 internos da unidade haviam respondido ao questionário para os pesquisadores da Universidade Federal do Ceará. O IPPOO II, em Itaitinga, é a primeira unidade a receber o Censo Penitenciário do Ceará, projeto da Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará. A expectativa é que o recensiamento naquela unidade seja finalizado até a próxima quinta-feira (18 de abril).
De acordo com a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora do Censo, Celina Lima, cerca de 80 internos estão entrevistados por dia. “Desde o dia 1º de abril, quando o Censo começou no IPPOO II, o trabalho vem sendo realizado de forma tranquila, sem nenhuma complicação e os internos tem colaborado bastante, respondendo toda a pesquisa”, salienta a professora.
Após a pesquisa ser finalizada no IPPOO II, a equipe responsável pela execução do projeto se reunirá para definir qual será a próxima unidade a receber os pesquisadores e os procedimentos a serem adotados para que o trabalho seja realizado de forma ágil.
A secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, lembra da importância destes estudos para a comunidade acadêmica estendendo, também, para a construção da política de segurança do Estado do Ceará. “O Censo é um projeto que visa qualificar os dados da Sejus, mostrando todo o histórico de vida deste preso, sua ramificaçã familiar e condição socioeconômica. Com estas informações compiladas pela UFC poderemos ampliar a oferta de políticas públicas dentro e fora dos cárceres cearenses”, atesta.
Censo Penitenciário – O levantamento de informações do Censo Penitenciário do Ceará formará um banco de dados básicos de identificação, escolaridade, tipificação penal, processo penal, tempo da pena e reincidência. Paralelamente, traçará o perfil do detento a partir de três eixos analíticos: a caracterização da história de vida que antecede a condição de privado de liberdade, a vivência do sujeito dentro do sistema e as suas possibilidades de reinserção social pelo trabalho. A natureza dos conflitos existentes no interior das unidades, enfermidades, relações familiares, atividades laborais, capacitação profissional, dependência química, dentre outros assuntos complexos, também são abordadas nos itens questionários.