Egressos do Sistema Penitenciário começam a trabalhar em maio nas obras de habitação popular do PAC

25 de abril de 2013 - 03:00

Foi assinada nesta quinta-feira (25), mais uma etapa do programa Mãos que Constroem que busca ofertar vagas de trabalho na construção civil como política de inclusão da pessoa presa. A partir de maio, presos nos regimes semiaberto e aberto vão atuar nas obras públicas com recursos federais, a exemplo do Projeto Rio Maranguapinho, desenvolvido e executado pela Secretaria das Cidades e que integra o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). A secretária da Justiça e Cidadania do Estado, Mariana Lobo, e o secretário das Cidades do Estado, Camilo Santana, assinaram o termo para o início do trabalho destes egressos. Neste primeiro momento, 75 vagas foram abertas. 
A secretária da Justiça e cidadania, Mariana Lobo, destacou a importância das políticas públicas de transversalidade entre as secretarias para a reinserção social e a redução da violência.”O êxito de projetos como o Mãos que Constroem demonstra a preocupação do Estado em proporcionar uma conjuntura que busca a eficácia no processo de reinserção social do preso e do egresso, reunindo a capacitação, através de cursos junto à STDS e a oportunidade de trabalho, através da Secretaria da Cidades”, afirmou.  
O objetivo da cooperação técnica entre as secretarias estaduais é fazer com que egressos contribuam no avanço da maior intervenção urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Nordeste. “Reunimos nesta parceria duas grandes oportunidades, a primeira, para o egresso, quando através do trabalho estão voltando à sociedade e às 15 mil famílias que deixarão as áreas de riscos ao longo do Rio Maranguapinho com habitação de qualidade e infraestrutura urbana”, destacou. 
Os funcionários oriundos do sistema penal passaram por uma triagem psicológica e social. Esta mão de obra recebe acompanhamento semanal da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (CISPE), vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, que fiscaliza o cumprimento da carga horária e ainda garante o acompanhamento social da família. Os presos também serão acompanhados pelo Grupo de Custódia, formado por agentes penitenciários.
O Programa Mãos que Constroem, da Sejus, já atuou na alocação de mão de obra carcerária nas obras da Arena Castelão e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Também faz parte do Programa um leque de cursos de capacitação profissional com 400 vagas.