Sejus realiza segundo bazar do projeto Lapidar na Praça Luiza Távora
3 de junho de 2013 - 12:12
A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) promoverá entre os dias 5 e 8 de junho (quarta a sábado) a segunda edição do Bazar do projeto Lapidar, que envolve a exposição e comercialização de peças de semijóias produzidas por internos do Sistema Penitenciário cearense. As peças produzidas nas duas oficinas do projeto, instaladas no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II) e na Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, serão colocadas à venda, de 16h às 19h, na Praça Luiza Távora, em Fortaleza.
Na segunda edição, mil peças entre brincos e anéis, colares e pulseiras serão colocadas à disposição a preço de revenda para os interessados em conhecer e, caso queiram, adquirir um produto feito em uma unidade do sistema penal cearense.”Devido ao sucesso do primeiro bazar, em que vendemos todas as 600 peças, resolvemos ampliar a quantidade para mil unidades, trazendo também novas peças como colares e pulseiras, além de novos modelos”, destacou o empresário Fernando Feldmann, proprietário da Feldmann Atelier, empresa responsável pelo projeto Lapidar. Com o aumento da produção um site está sendo finalizado para a venda online das peças.
O projeto “Lapidar – Transformando Vidas através do Trabalho” consiste em uma indústria de fabricação de semijóias e lapidação de pedras dentro unidades prisionais. Em parceria com a empresa, além da oficina no IPPOO II, que emprega 24 internos, uma nova oficina foi montada na Penitenciária de Pacatuba, empregando 12 presos. A fábrica é uma das primeiras no Norte e Nordeste na lapidação de pedras para o mercado. Para a secretária da Justiça e Cidadania do Ceará, Mariana Lobo, a realização do bazar é a oportunidade de externar as boas práticas que acontecem dentro do sistema. “Estamos empenhados a mostrar que, se dada uma oportunidade de trabalho aos internos e egressos do sistema penitenciário, conseguiremos reduzir os índices de reincidência e possibiltar uma mudança de vida a estas pessoas”, afirma.
O projeto oferta postos de trabalho, contribuindo para a capacitação profissionalizante do preso, a geração de trabalho e por conseqüência, diminui a ociosidade dentro da unidade prisional. Os internos que participam do Projeto tem direito a 3/4 de salário mínimo, além da remição de pena de um dia a cada três dias trabalhados. Por ser uma atividade manufatureira, ela também permitirá que a pessoa presa saia da unidade penal com a habilidade de artesão e seja capaz de montar seu próprio micronegócio fora da unidade.