Censo Penitenciário conclui visita a quinta unidade nesta semana
11 de junho de 2013 - 17:21
O Censo Penitenciário do Ceará, projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) com execução feita por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC), conclui esta semana a visita na Casa de Privação Provisória de Liberdade II, em Itaitinga, sendo a quinta unidade do sistema penitenciário cearense a receber o projeto chegando a mais de 2.700 internos ouvidos.
O Censo, que já foi realizado na Casa de Privação Provisória de Liberdade III, Instituto Penal Feminino, Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira II e Hospital Otávio Lobo, tem o objetivo de de traçar um perfil sociológico e demográfico da população penitenciária em regime fechado do Estado do Ceará, bem como realizar avaliação psicossocial visando compreender a história de vida dos detentos, as vivências no encarceramento e as disposições para a reinserção social, sempre mediadas pelo trabalho.
Segundo a professora Drª Celina Amália Ramalho Galvão Lima, do Laboratório de Estudos da Violência- LEV/UFC, durante o Censo é analisado a vida antes de entrar no sistema penitenciário, a vida dentro das unidades e as perspectivas de educação e trabalho do próprio interno. “Estamos realizando uma grande pesquisa quantitativa e qualitativa em que, ao traçar um perfil sociológico e psicossocial, possamos entender as realidades sociais que o levaram a prisão. acreditamos que esta pesquisa seja uma ferramenta para a proposição de políticas públicas de combate a estes mecanismos de vulnerabilidades e a elaboração de projetos eficazes de ressocialização”, argumenta.
Para a coordenadora do Censo Penitenciário, o trabalho segue num ritmo satisfatório e devem seguir os prazos estabelecidos. “Estamos no segundo mês de coleta e embora esperássemos encontrar dificuldades em algumas vivências e ruas, o calendário tem sido cumprido com êxito e temos contado com a colaboração do internos ao responderem os questionários”, falou.
A professora destaca ainda que o sucesso da realização do Censo tem relação direta com a participação da direção e dos agentes penitenciários. ” Só saímos das unidades quando nos é indicado que 100% da população carcerária daquela unidade foi ouvida, assim, destaca-se o poder de negociação da direção das unidades com as vivências no sentido de passar a importância do Censo para os internos, garantindo sua participação”, completa.