Segunda turma de candidatos ao GAP segue para treinamento de sobrevivencia na mata

16 de julho de 2013 - 03:00

A segunda turma do Curso de Operações Penitenciárias – COPEN, que está preparando os agentes para entrar para o Grupo de Apoio Penitenciário – GAP seguiu na manhã desta terça-feira, 16 de julho para o treinamento de integração ao Ambiente de Mata. No total, 143 agentes divididos em duas turmas passarão pela penúltima fase da seleção, que tem caráter eliminatório.
De acordo com o instrutor do curso, o agente penitenciário Paulo José de Sousa Rodrigues, o objetivo desta etapa é tirar o indivíduo da sua zona de conforto e submetê-lo a condições adversas como estresse, restrição de água, alimentação, frio e calor, por exemplo, e assim identificar as reações de cada candidato nessas circunstâncias. “No dia a dia de agente do GAP os integrantes estão submetidos a uma série de sobrecargas, principalmente emocionais, na qual a superação de limites é exigida e, assim, é de fundamental importância que tenhamos em nossa equipe agentes preparados para as ações”, afirmou. 
Durante as 72 horas de curso, os agentes da primeira turma, que acampavam em uma fazenda de 970 hectares obtiveram orientações de sobrevivencia e suas doutrinas, obtenção de fogo, alimentação natural, abrigo.  Paulo José destaca que nos treinamentos os alunos camuflam seus rostos com tinta preta para que perdessem sua identidade e passassem a agir como um só corpo. “Quando se trabalha em equipe os sujeitos tem que abandonar egoísmos e outras atitudes e pensamentos individualistas para pensarem e agirem como um grupo, nossos agentes tem que abrir mão do eu para pensar no conjunto”, destaca.
Setenta e dois participaram da primeira turma e entre os sessenta candidatos concluíram o treinamento, uma mulher se destacava, Juliana Cordeiro Feitosa, que atualmente trabalha na Cadeia Pública de Quixeramobim. Juliana destaca a importância de entrar no GAP “Fazer parte do GAP é trabalhar em equipe e eu sempre gostei disso, eu busquei muito isso nesses 3 dias e vi como o GAP trabalha nessa parte, se referindo ao companherismo e equipe, sempre está ali ajudando ao próximo e sempre trabalhando com dedicação e mostrando que é possível fazer as ações competentes .” Ela que teve uma distensão no joelho logo no primeiro dia, falou que pensou em desistir por causa das dores do machucado, mas seguiu até o fim.
Ao final do curso outro aluno, Francisco Daybson, foi homenageado como destaque do curso. Ele afirmou que a maior dificuldade foi o condicionamento físico e busca no GAP para um aperfeiçoamento profissional “ Eu quis ficar mais especializado no trabalho me aperfeiçoar e somar com o grupo, porque aqui o que eu aprendi mais é que devemos trabalhar em conjunto, aprendi que a pessoa não pode ser egoísta e querer fazer as coisas sozinho, tem que ter união.”