Sejus apresenta balanço de um ano do PPDDH no Ceará
11 de setembro de 2013 - 03:00
Em programação oficial da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e da Delegação da União Européia no Brasil na tarde desta terça-feira (dia 10 de setembro), no Quality Hotel, foi lançada a publicação “Dez faces da luta pelos direitos humanos” que apresenta denúncias na voz dos defensores de direitos humanos do País, as motivações de luta e os percalços inerentes à atuação de cada um. Na ocasião, esteve presente o embaixador do Reino da Bélgica, Jozef Smets; a secretária de Estado de Justiça e Cidadania, Mariana Lobo Botelho Albuquerque, a conselheira da Embaixada da Alemanha, Maria Könning-de Siqueira Regueira e o conselheiro da União Européia, Erik von Pistohlkors, o coordenador geral do Programa Federal de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos da SDH/PR, Igo Martini e a coordenadora de Direitos Humanos do Gabinete do Governador do Ceará, Ana Paula Araújo.
“Conhecer, ver e encontrar pessoas que trabalham na defesa dos direitos humanos é um dos objetivos deste encontro. A luta de quem defende os direitos humanos se dá em silêncio e nossa presença aqui pode torná-las mais visíveis”, destacou o embaixador que no ato falou em nome da União Européia.
A equipe técnica do Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos apresentou balanço de atividades de um ano de atuação no Ceará. Em fala da coordenadora do PPDDH-CE, Tarciana Lima Alves, mostrou-se que em um ano, 17 pessoas estão sendo acompanhadas pela equipe estadual. Outras 41 estão com caso sob análise de Coordenação Estadual, que foi implantada há cinco meses sendo a primeira em atuação no País. Vibculado a secretaria da Justiça e cidadania e com execução da instituição APAVV – Associação de Parentes e Amigos de Vitimas da violência, o PPDH-CE tem capilaridade por diversos municípios do interior e protege os militantes que sofrem ameaças e criminalização em razão de sua atuação na promoção e defesa dos direitos humanos, lutas indígenas, luta pela terra, moradia urbana, a vida de crianças e adolescentes e a atuação de pescadores. Na mesa ainda esteve o João do Cumbe, um dos militantes protegidos no Ceará, que representou as outras 16 lideranças atendidas. todos tiveram oportunidade de relatar suas experiências.
Para secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, o Ceará fecha a tríade dos programas de proteção à pessoa, estadualizando e deixando o marco legal para “transformação dos programas de proteção à vida efetivamente em uma Política de Estado. Implantamos o Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos e o Programa de Proteção a Criança e Adolescente ameaçados de Morte e, somados ao Provita, fechamos a tríade de programas de proteção da SDH, com política estadualizada, que investe recursos e pessoas na proteção do bem maior que é a vida. No PPDDH, nosso intuito é garantir que pessoas possam continuar suas atuações políticas e que possamos, com interveniência do Estado, garantir a integridade dela e a desarticulação do crime organizado. Estamos com o núcleo de inteligência que está trabalhando junto aos casso assistidos”, afirmou em fala.
O coordenador geral do Programa Federal de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos da SDH/PR, Igo Martini, fez um balanço da atuação dos PPDDH. “Este programa representa que o Estado brasileiro adotará as medidas protetivas para que os defensores de direitos humanos em situação de risco não se intimidem e possam continuar a exercer sua atuação. Protegemos a vida, damos a amplitude a luta e trabalhamos, principalmente na articulação junto aos poderes mais diversos para fazer cessar estas ameaças”, pontuou. São 6 Estados hoje com o PPDDH em funcionamento, três deles no Nordeste, o que é muito sintomático porque a maioria das denuncias que recebemos, pela equipe federal, são partidas desta região. Na estatística da SDH, 404 defensores e defensoras atendidos em todo o País.
Para o PPDDH-CE, Defensor de Direitos Humanos é toda pessoa que, individualmente ou em conjunto com outras, bem como organizações, associações, entidades, sindicatos, comunidades, movimentos sociais ou qualquer grupo que trabalha na promoção ou defesa dos direitos humanos.
São requisitos para inclusão no PPDDH-CE:
– Demonstração de que o interessado atua na defesa dos direitos humanos;
– Relação entre a violação ou ameaça e a atividade de Defensor de Direitos Humanos;
– Concordância com as normas do PPDDH-CE.
Mais: Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Ceará – PPDDH-CE (Rua Tenente Benévolo, 1055 – Meireles). Telefone: (85) 3231.2975 Email: defensoresdh.ce@gmail.com