Mais de 2.500 assistidos participam do Programa de Ações Continuadas de Assistência aos Drogadictos, em 2013

18 de dezembro de 2013 - 03:00

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará contabiliza, ao fim do final de 2013, resultados positivos do trabalho do Programa de Ações Continuadas de Assistência aos Drogadictos (Pacad). Dois mil e quinhentos internos (2.500) tiveram participações nas atividades, que ainda capacitou ainda 804 profissionais que trabalham diretamente com os assistidos do sistema penitenciário. O Pacad atendeu diretamente 1.500 pessoas e distribui mais de 11 mil cartilhas de orientações sobre drogadicção a presos e familiares.

 
Criado em 2012, o Pacad tem o objetivo de fazer uma integração de competências no desempenho das atividades antidrogas, dando suporte às equipes de saúde dentro das unidades penitenciárias no atendimento de usuários, bem como articular parcerias com a rede de CAPS AD para prestar assistência aos dependentes químicos egressos do sistema penitenciário. O Programa possui uma equipe multidisciplinar itinerante que realiza visitas sistemáticas no IPF, CPPL II, III e IV, IPPOO II e Pólo de Inclusão, buscando realizar atendimentos e assistências às equipes de saúde.

 
O Pacad realizou ainda o I Encontro de Saúde Mental e Justiça com a participação de todos os coordenadores das unidades de saúde mental da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza. Esta ação tem o objetivo de permanecer a assistência da pessoa ao sair da unidade prisional. Diversas oficinas aconteceram durante o ano, como a ação sobre Auto Estima e Cultura da Paz conduzida pelo Instituto Brahma Kumaris que reuniu 60 internos, as oficinas de capacitação de articuladores do PACAD, em parceria com a Escola de Saúde Pública, com 40 profissionais de saúde e agentes penitenciários.
 

Pacad – O Programa de Ações Continuadas de Assistência aos Drogadictos do Sistema Penitenciário (Pacad) é uma experiência da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará que atua no sistema penitenciário no suporte ao enfrentamento da drogadicção. Em recente amostragem do Núcleo de Saúde (Nusau), uma pesquisa apontou que que 60% dos presos cearenses declararam ter sido usuário (pelo menos uma vez) de algum tipo de droga ilícita. A identificação desse grupo com maior vulnerabilidade ao uso de drogas permitiu a criação de uma intervenção específica que viesse somar esforços com as equipes que já atuam na sociedade, em trabalho de enfrentamento ao uso de drogas.
 
 
Os presos cearenses são assistidos por uma equipe itinerante formada por psiquiatra, assistente social, psicólogo e enfermeiro que visitam as penitenciárias para auxiliar os trabalhos de prevenção e enfrentamento à drogadicção e recebem uma cartilha do Pacad para cuidados e com teste de verificação do grau de dependência química para auxiliar o tratamento. O programa ainda prevê o suporte às equipes de saúde dentre das unidades penitenciárias, bem como articular parcerias com a rede de CAPS AD e demais instituições de assistência aos dependentes químicos para o atendimento e assistência aos presos e aos seus familiares.