Copen tem nova presidente

10 de janeiro de 2014 - 03:00

O Conselho Penitenciário do Estado do Ceará (Copen) inicia 2014 empossando sua nova presidência. A defensora pública da União Karla Andréia Magalhães Timbó Pinheiro assume a presidência do órgão colegiado à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus). Como vice, assume o advogado Leandro Duarte Vasques. O mandato tem duração de um ano.
 
 
Karla Timbó assume a presidência no lugar defensor público estadual Leandro Bessa, que retorna como membro do Copen. Para Karla, sua gestão deve dar continuidade ao trabalho iniciado por Leandro Bessa, em especial no que se refere à aproximação com os conselhos das comunidades.  “Queremos posicionar o Copen nas grandes discussões das políticas públicas da execução penal”, complementa.
A nova presidente acrescenta que é preciso redefinir as funções do Copen para que não levar ao esvaziamento do órgão. “Precisamos participar das decisões que mudam a vida das pessoas que mais precisam do nosso trabalho, as pessoas do sistema penitenciário”, aponta.
 
 
 
A titular da Sejus, Mariana Lobo, esteve presente à posse e destacou sua concordância com Karla Timbó no desejo de colocar o Copen na discussão de grandes temas relacionados ao sistema penitenciário. “A sociedade nunca olhou para o sistema penitenciário e agora está acordando para a importância de ver o sistema. Esse é um sistema complexo que cresce a 10% ao ano e a forma de humanizá-lo é dando oportunidade de educação e trabalho”, destacou.
O ex-presidente do Copen Leandro Bessa se despediu da função saudando a nova presidente e destacando que estaria ao lado da presidente fazendo o possível para que se mandato fosse ainda melhor que os anteriores.
Karla Timbó é formada em Direito pela Universidade Federal do Ceará. É defensora pública federal, titular da do 2º Ofício Criminal da Defensoria Pública da União no Ceará, subchefe da unidade e representante da Defensoria Pública da União no Conselho Penitenciário.
O COPEN – Criado em 27 de janeiro de 1927, o Copen é um órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena, tendo a incumbência de colaborar na elaboração e revisão da Política Criminal e Penitenciária do Estado. As principais atribuições do Conselho são: emitir parecer sobre indulto e comutação de pena; inspecionar os estabelecimentos e serviços penais; apresentar ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior; exercitar qualquer ato de fiscalização sobre os liberados, conhecendo das reclamações que lhe são dirigidas e propor a modificação ou supressão da medida ao Juiz competente.