Quinhentos presos integram a primeira edição das Olimpíadas Penitenciárias

13 de janeiro de 2014 - 12:50

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus) prepara, no primeiro trimestre de 2014, a primeira edição das Olimpíadas Penitenciárias do Estado. Ao todo, 500 atletas representam as nove grandes unidades da Região Metropolitana de Fortaleza nas modalidades de futebol de salão e society, voleibol, basquete, xadrez, tênis de mesa e carimba. As Olimpíadas acontecem nas unidades prisionais que possuem espaço para a realização das modalidades. 

Internos do Instituto Penal Feminino Des. Auri Moura Costa (IPF), das cinco Casas de Privação Provisória de Liberdade (a de Caucaia e as quatro localizadas em Itaitinga), da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo (Penitenciária de Pacatuba), do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira 2 (IPPOO 2) e do Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes participarão dos jogos.


O objetivo das Olimpíadas é desenvolver o intercâmbio social e desportivo entre os atletas e incrementar as boas relações entre eles. “Destacamos a utilização do esporte como o instrumento essencial para preparar e fortalecer a formação do indivíduo e o desenvolvimento da sua personalidade para o convívio social dentro e fora dos muros”, comenta o professor de educação física, Aquiles Sobrinho, que coordena a programação, ao lado dos profissionais de educação física que compõem o Núcleo de Saúde da Sejus (Nusau).


Em 2011, o Nusau, também através de seus educadores físicos, promoveu o I Campeonato de Futebol Society do Sistema Penitenciário do Ceará, onde 80 atletas, representando oito unidades prisionais, jogaram entre si para descobrir qual a melhor equipe. Todos os jogos foram realizados no campo de futebol do Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes, em Itaitinga, e a equipe vencedora foi a Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto (CPPL III).


A prática de exercícios físicos é uma das atividades das principais unidades prisionais do sistema penitenciário cearense onde oito profissionais estimulam atividades como o futebol de salão, voleibol e outros esportes, individuais e coletivos, como ferramenta para melhorar a qualidade de vida dentro dos presídios e diminuir a tensão do cárcere.