Mais de 800 vagas são ofertadas às internas do IPF neste ano
14 de fevereiro de 2014 - 19:56
Neste ano, o programa Maria Marias oferece 840 vagas nos cursos de capacitação profissional para as internas do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa. Serão cursos na área de beleza, culinária, corte e costura, informática e construção civil, além de oficinas em cultura, esporte e lazer. O total de vagas é quase quatro vezes maior que o ofertado em 2013, primeiro ano de execução do programa. A Sejus ressalta o aspecto do programa Maria Marias que foca “na recuperação da autoestima, de mudança de vida”.
O Maria Marias é um programa da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), em parceria com o Ministério da Justiça, que objetiva ampliar o conceito de ressocialização com foco no trabalho, empreendedorismo e no fortalecimento do vínculo familiar, minimizando os efeitos do encarceramento e resgatando o potencial da mulher em sua condição de mãe, trabalhadora, empreendedora, companheira e cidadã de direitos.
Já iniciaram os cursos de informática básica, costura em malhas, manicure, pedicure e coral. Até o próximo mês, terão início as aulas de depilação e culinária trivial. Serão realizadas oficinas de ginástica, teatro, dança de salão e história em quadrinhos. Cada interna pode participar de até três cursos profissionalizantes.
A coordenadora de Inclusão Social do Preso e do Egresso da Sejus, Cristiane Gadelha, destaca que a execução do programa no ano passado foi bastante positiva por oferecer às internas uma ocupação para os dias no cárcere e um possível trabalho para quando elas estiveram fora da prisão. Ela destaca que diferente do que ocorre com os homens egressos, muitas mulheres acabam não buscando auxílio da Sejus para uma colocação no mercado de trabalho. “Elas são tão absorvidas pelas famílias que acabam não priorizando se engajar no mercado de trabalho”, observa Cristiane. Para ela, com as opções ofertadas pelo Maria Marias, a expectativa é de que as egressas desejem entrar no mercado de trabalho com as atividades aprendidas enquanto estavam privadas de liberdade.