Presidente do Conselho da Comunidade do Icó é agraciada com Medalha Clodoaldo Pinto
14 de julho de 2014 - 03:00
O Conselho Penitenciário do Estado (Copen) entregou, na manhã desta sexta feira (11), a Medalha Clodoaldo Pinto à presidente do conselho comunitário de Icó, Maria Dolores Pereira Mota. A medalha é entregue desde 2004 a pessoas que têm uma atuação de destaque nas questões penitenciárias. A solenidade ocorreu na Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) e reuniu autoridades e representantes de Icó.
Emocionada, Dolores Mota afirmou que a homenagem não era somente a ela, mas a toda a comunidade de Icó que se envolve nas questões penitenciárias e a todos os conselhos da comunidade do Estado. “O meu desejo é que os conselhos sejam todos atuantes para diminuir as dores dos presos e familiares”, destacou.
Para a assessora especial da Sejus, Patrícia de Sá Leitão, que na solenidade representou o secretário em exercício da Sejus, Paulo Bentes, a escolha da homenageada deste ano mostra como o Copen vem lutando pelo fortalecimento dos conselhos de comunidade. “As pessoas das comunidades muitas vezes querem abraçar essas causas e não sabem onde buscar apoio. O conselho da comunidade é exatamente isso. E, para nós da Sejus, eles são também grandes e importantes parceiros no acompanhamento do sistema penitenciário”, ressaltou.
De acordo com a presidente do Copen, Karlla Andréia Magalhães Timbó Pinheiro, a homenagem à Dolores Mota coroa um trabalho que já vem sendo feito há alguns anos pelo Copen, na tentativa de fortalecer os conselhos da comunidade. “O trabalho da Dolores é fundamental. Imagino quantas pessoas em Icó conseguem contar histórias de êxito por conta de seu trabalho”, pontuou.

Palestra
Após a homenagem, o defensor público e conselheiro do Copen Leandro Bessa ministrou a palestra Conselhos da Comunidade: controle e participação social na execução penal. Em sua fala, Leandro destacou que os conselhos representam o fortalecimento da comunidade, uma vez que eles assumem um papel frente às questões penitenciárias.
Leandro ressaltou ainda que as comunidades precisam compreender o crime como algo que não é da natureza de um indivíduo e sim produzido pela comunidade. “Poucas pessoas se vêem como parte dessa comunidade que também produz o crime e se coloca sempre em uma posição de vítima”, afirmou.
O defensor apresentou os principais obstáculos enfrentados pelos conselhos e discutiu com eles forma de solucioná-los.