Sejus e Prefeitura de Fortaleza iniciam projeto de controle da população felina nas unidades prisionais

22 de julho de 2015 - 03:00

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado firmou parceria com a Secretaria Municipal da Saúde e Universidade Estadual do Ceará (Uece) para realizar o controle populacional de felinos nas unidades prisionais do Estado. A ação será feita em total acordo com associações de proteção dos animais e terá intervenção cirúrgica para a castração dos animais. Também é parceiro na iniciativa a Universidade Estadual do Ceará (Uece) e o Núcleo de Controle de Vetores do Governo do Estado (Nuvet).
O projeto foi iniciado no último dia 21 de julho, com a inauguração de um gatil no Centro de Controle de Zoonoses. Os gatos são levados das unidades prisionais para o gatil, onde serão consultados, vacinados, vermifugados e avaliados sobre risco cirúrgico. No centro cirúrgico da Uece, os animais serão castrados e microchipados. Os técnicos do Centro de Zoonoses serão responsáveis pelo acompanhamento no pós-operatório. A Sejus será responsável pelos medicamentos e alimentação dos bichanos. Em plenas condições de saúde e castrados, os animais serão levados à feira de adoções. 
 
O projeto-piloto está ocorrendo na Unidade Prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal (UPDAOBL), em Caucaia, mas já tem previsão de ser replicado no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa. Antes da implantação do projeto, os funcionários das unidades prisionais, assim como os internos, participam de palestra de orientação sobre as ações que serão realizadas, sobre as zoonoses e o bem estar animal. Para o secretário-adjunto da Sejus, Sandro Camilo, o projeto atende a uma demanda antiga das unidades que sofriam com a grande população felina. 
 
“Esse convênio nos possibilitou tratar a questão da superpopulação de gatos de maneira correta, em acordo com o que defendem as instituições de defesa dos animais, e levando um melhor bem estar aos internos do sistema penitenciário. A grande quantidade de gatos e a falta de cuidado com eles podem se tornar vetores de transmissão de doença para os internos”, aponta. 
 
A coordenadora do CCZ, Rosário Ramalho, ressalta que o projeto é inovador para os dois lados: presos e gatos. “Esse projeto é pioneiro no País. Em caráter excepcional, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, através do Centro de Controle de Zoonozes, fechou essa parceria, visando uma melhor qualidade de vida para os detentos e amenizando os riscos de transmissão de zoonoses, pois eles não precisarão mais dividir o espaço com os gatos. O projeto também beneficia os animais que não sofrerão maus tratos,  receberão todos os cuidados clínicos e cirurgicos e ainda serão adotados”.