SAP capacita policiais penais no Curso Técnicas de Entrevista em Ambiente Prisional

6 de fevereiro de 2026 - 10:05

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), por meio da Escola de Gestão Penitenciária e Formação para a Ressocialização (EGPR), realiza o Curso Técnicas de Entrevista em Ambiente Prisional.

A capacitação tem como objetivo qualificar policiais penais que atuam na área de Inteligência para o uso estratégico da entrevista como ferramenta na atividade de inteligência, possibilitando a obtenção de informações, a análise de comportamentos e a condução adequada da comunicação em contextos prisionais.

Com carga horária de 24 horas/aula, o curso reúne policiais penais integrantes dos setores de inteligência, além de profissionais da Segurança Pública. A formação combina aulas teóricas e aborda conteúdos como: conceitos introdutórios de ações de inteligência; noções e aplicabilidade da entrevista no ambiente prisional; técnicas operacionais de apoio à entrevista; planejamento da entrevista em contexto prisional; e discussão final com estudos de caso e conclusões.

O coordenador adjunto de administração penitenciária (Coeap), Luiz Gouveia, ressalta a abordagem do curso como algo fundamental para a profissão.”E esse curso é de grande importância para fortalecer a integração entre as forças de segurança, qualificar a atuação da inteligência e valorizar nossos policiais. Além do aprendizado técnico, a capacitação amplia a rede de contatos e aprimora a comunicação no trabalho diário, contribuindo para uma atuação mais estratégica e eficaz dentro do sistema prisional”, afirma.

O 2° Sgt da Polícia Militar do Ceará, Dionísio, fala da importância do curso. “Durante o curso percorremos conceitos, técnicas e estratégias, mas foi na prática que compreendemos o valor de aprender a entrevistar em ambiente prisional. Esse aprendizado nos ensinou a olhar para além das grades e dos formulários, reconhecendo o custodiado como sujeito de dignidade e de possibilidades. Com escuta ativa, respeito e técnica, passamos a abrir portas invisíveis, buscar informações de forma mais qualificada e, sobretudo, romper as correntes da ignorância”, disse.