Teste de Aptidão Física do VII Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário (CIRRC) é concluído e contará com a participação de 19 policiais
27 de fevereiro de 2026 - 09:47
A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), por meio da Escola de Gestão Penitenciária e Formação para a Ressocialização (EGPR), finalizou o Teste de Aptidão Física (TAF) do VII Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário (CIRRC).

Ao todo, 41 policiais penais se inscreveram para o processo seletivo. Desses, 31 compareceram e participaram das avaliações físicas, sendo 21 classificados para a segunda etapa. Ao final do processo, 19 policiais concluíram com êxito todas as fases do TAF e estão aptos a iniciar a capacitação.

As avaliações foram realizadas nos dias 25 e 26 de fevereiro e ocorreram em duas etapas. Na primeira fase, os candidatos executaram exercícios de barra fixa, flexão de braço, abdominal e corrida. Já na segunda etapa, além das provas físicas em solo, foram submetidos a testes aquáticos, como apneia estática, apneia dinâmica e flutuação, exigindo elevado nível de resistência física, controle emocional e preparo técnico.

A capacitação terá início na próxima segunda-feira (2) e contará com uma jornada intensiva de 40 dias, totalizando 960 horas/aula. O curso é voltado ao aprimoramento operacional dos policiais penais para atuação em intervenções rápidas no ambiente prisional, reforçando a segurança e a eficiência das ações no sistema penitenciário.

O secretário executivo de planejamento e gestão interna, Álvaro Maciel, destacou a importância do curso para o fortalecimento integrado das forças de segurança e ressaltou o caráter interestadual e interinstitucional da formação. “Estamos concluindo uma etapa extremamente rigorosa, que selecionou profissionais preparados para enfrentar um dos cursos mais exigentes da área operacional. É importante destacar que não se trata apenas de policiais penais da nossa instituição, mas também de integrantes de outras forças e estados, o que fortalece a integração e a troca de experiências. O CIRRC consolida a SAP como referência nacional na formação de grupos de intervenção, investindo em capacitação técnica, preparo físico e alinhamento estratégico para garantir mais segurança nas unidades prisionais e no sistema como um todo”, afirmou.
O policial penal do Distrito Federal, Pizzarino, ressaltou a satisfação em concluir a segunda etapa do TAF e a expectativa para o curso. “Concluir essa etapa do TAF é uma grande vitória pessoal. A expectativa para o curso é a melhor possível. O CIRRC é uma formação muito respeitada, reconhecida pelo alto nível técnico e pela experiência dos instrutores. Será uma oportunidade de aprender com profissionais que têm vivência real e contribuíram para a construção da doutrina. Espero que o curso transcorra da melhor forma e que possamos sair ainda mais preparados para a atuação operacional”, destaca.
O soldado e policial militar do 2º e 16º Batalhões da PMCE, Eduardo, destacou a superação ao concluir o teste. “Concluir o TAF do CIRRC é gratificante, porque é um processo desafiador. O curso é reconhecido nacionalmente e voltado para atuação em situações de alto risco. Vim por indicação de outro policial e busquei essa formação para me aperfeiçoar profissionalmente. A integração entre as forças e o contato com o GAP elevam ainda mais o nível da capacitação. Só de estar aqui já me sinto vitorioso, e acredito que será um diferencial na minha carreira”, afirmou.

O policial penal e integrante do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP), Uchoa, destacou a superação ao concluir o TAF e a expectativa para o curso. “Estou na Polícia Penal desde 2013 e no GAP desde 2019. Esta é minha segunda tentativa no CIRRC. Já participei da quarta edição e agora concluo o TAF da sétima. É um processo exigente, com testes terrestres e aquáticos, mas necessário para quem atua na intervenção. Minha expectativa é evoluir ainda mais tecnicamente e contribuir para fortalecer o nosso grupamento e o sistema penitenciário. Sei que será um curso intenso, desgastante, mas é esse preparo que nos torna mais prontos para enfrentar situações de alta complexidade. A ideia é sair daqui ainda mais capacitado para servir”, concluiu.