Projeto Arte em Cadeia leva ressocialização e sustentabilidade à Feira da Indústria
10 de março de 2026 - 10:54
A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), por meio da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Coispe), marca presença na Feira da Indústria Fiec 2026, realizada nos dias 9 e 10 de março no Centro de Eventos do Ceará, com o projeto “Arte em Cadeia”. A iniciativa apresenta ao público peças artesanais produzidas por pessoas privadas de liberdade do sistema prisional cearense, destacando o potencial da arte como ferramenta de capacitação profissional e ressocialização.

Atualmente, o artesanato nas unidades prisionais cearenses envolve mais de 3 mil internos(as) em projetos como “Rede Artesã” e “Arte em Cadeia”. Cerca de 90% dos produtos expostos no estande foram confeccionados a partir de resíduos têxteis, reaproveitando materiais que restaram das produções de 14 empresas de confecção instaladas nas unidades prisionais do Ceará. Mais de 700 pessoas privadas de liberdade participam do projeto “Arte em Cadeia”, que tem como objetivo promover qualificação, remissão de pena, trabalho e oportunidades de reintegração social por meio do artesanato. A iniciativa incentiva o desenvolvimento de habilidades manuais e criativas, além de contribuir para a construção de novas perspectivas de vida para os internos.

A coordenadora da Coispe, Cristiane Gadelha celebrou a presença do projeto “Arte em Cadeia” em uma iniciativa que impulsiona a indústria no estado, setor que emprega mais de 390 mil cearenses. “É uma alegria e satisfação estar aqui hoje apresentando nosso projeto em um espaço tão relevante para a indústria cearense, setor que caminha conosco em uma parceria forte e produtiva. O retalho das produções das empresas presentes no sistema prisional cearense proporciona a fabricação dessas peças artesanais, são mais de 700 pessoas envolvidas em um projeto de trabalho diário no interior das unidades prisionais, ação que promove sustentabilidade, capacitação e prepara os internos e internas para o retorno à sociedade”, pontuou.
Durante a feira, o público pôde conhecer de perto o resultado do trabalho desenvolvido dentro das unidades prisionais, fortalecendo o diálogo entre a indústria, sociedade e o sistema penitenciário.

A estudante Rute Antunes, de 14 anos, conheceu o projeto Arte em Cadeia através do estande na Feira da Indústria. Acompanhada de outras jovens, ela relata sua experiência com os materiais produzidos nas unidades prisionais cearenses. “Eu não conhecia, eu conheci aqui na Feira. Achei muito legal o projeto Arte em Cadeia pois expressa a cultura em diversos aspectos e acabou que levamos coisas que achamos bonitas, tivemos interesse nessa arte”, afirmou.

Sônia Maria, docente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará – SENAI Ceará, também foi uma das visitantes da exposição e ressaltou a qualidade das peças produzidas pelos integrantes do projeto. “ Achei os artigos muito bonitos, bem detalhados e bem acabados. É muito bacana ver que essas peças tão bonitas vêm do trabalho de pessoas que estão tentando se ressocializar, isso é muito importante. O acabamento, cuidado, zelo… Eu mesmo adquiri uma peça que achei fantástica, achei linda e achei muito bacana o projeto. Parabéns pela iniciativa”, salientou.