SAP conclui o VII Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário (CIRRC)
10 de abril de 2026 - 17:17
A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), por meio da sua Escola de Gestão Penitenciária e Formação para a Ressocialização (EGPR), realizou a cerimônia de encerramento do VII Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário (CIRRC). A solenidade aconteceu na sede da Coordenadoria Grupo de Ações Penitenciárias (COGAP), em Aquiraz, reunindo o corpo de gestão e diretivo da SAP, policiais penais e familiares dos concluintes, em um momento marcado pela valorização dos profissionais e da formação contínua na Polícia Penal cearense.

Ao todo, 11 policiais penais concluíram a formação, sendo dez do Ceará e um do Rio Grande do Norte. A sétima edição do curso foi coordenada pelo policial penal, integrante do GAP e instrutor da SAP, Anibal Neto. A formação tem como objetivo capacitar profissionais do sistema prisional cearense, de outros estados e também agentes de outras forças da segurança pública, para atuação em situações críticas no interior das unidades prisionais, com foco na resolução de conflitos e no emprego adequado de técnicas operacionais em cenários adversos.

Em sua fala, o titular da SAP, Mauro Albuquerque, homenageou os familiares dos alunos e parabenizou os concluintes e o corpo de professores do CIRRC. O secretário enfatizou ainda a relevância da capacitação para a formação de profissionais cada vez mais preparados para o serviço na segurança pública .”Eu costumo dizer que não treinamos colegas, não treinamos policiais, nós treinamos irmãos. Independente de qual for a força que venha fazer e de qual estado pertence. Parabéns a cada interventor que hoje concluiu o curso, parabenizo também o corpo de instrutores que se dedicaram diuturnamente nos treinamentos. Essa formação aprimora o nosso serviço diário de proteger vidas. O crime sempre vai tentar, mas os policiais estão aqui para detê-los. No Ceará, são mais de 9 anos sem rebeliões nas unidades prisionais e isso reflete o empenho, preparo e a abnegação dos nossos policiais penais”, afirmou.

Durante a capacitação, os participantes foram submetidos a treinamentos teóricos e práticos voltados à intervenção prisional, como gerenciamento de crise em ambiente prisional, treinamento em armamento e tiro, adaptação em ambiente confinado e outras situações de alta complexidade. A formação também enfatizou o trabalho em equipe, o planejamento estratégico e o uso progressivo da força, alinhados às diretrizes de segurança e aos protocolos operacionais do sistema prisional.

Essa formação intensa contou com instruções de profissionais e especialistas pertencentes à Força Integrada Penitenciária de Intervenção (FIPI), Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE), da Coordenadoria Grupo de Ações Penitenciárias (COGAP), Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, Polícia Militar do Estado do Ceará e a empresa BRICKS Treinamentos. Além da contribuição do secretário da SAP e fundador da doutrina de Intervenção Prisional, Mauro Albuquerque, que ministrou aulas para os alunos.

O policial penal integrante do GAP e agora interventor, Uchôa, destacou o alcance nacional do curso e compartilhou seu sentimento após a conclusão da formação. “Foram abertas vagas para candidatos de todo o Brasil, policiais penais e de forças coirmãs do país inteiro poderiam ter tentado e hoje participar de uma formatura com apenas 11 no universo operacional tão grande, é algo que traz um orgulho pessoal, uma realização muito grande. Muito mais do que treinamento tático, muito mais do que treinamento operacional, é uma forja de vida. O maior ensinamento que eu carrego, é o de entender que a dor e o erro do outro podem ser compartilhados, e essa carga pode ser dividida fazendo com que assim todos possam sair mais fortes, e é esse o maior ensinamento que eu pretendo levar para minha vida enquanto interventor e operador do GAP. Eu acredito que esse curso vai trazer para mim mais qualificação, para que eu possa honrar cada vez mais, o nome desse grupamento, que eu tanto amo e faço parte”, afirmou.

A cerimônia de encerramento simbolizou a conclusão de mais uma turma preparada para reforçar as ações táticas nas unidades prisionais. O momento celebrou o reconhecimento e esforço dos policiais concluintes, que por 40 dias de formação ininterrupta passaram por uma rotina intensa de treinamento, exigindo disciplina, resistência física e preparo técnico.

Carol Uchôa, esposa do policial penal Uchôa, participou da cerimônia acompanhada das duas filhas do casal, ela realçou o empenho e dedicação do marido na formação. “O sentimento é só de gratidão porque quem rege as nossas vidas é o Senhor, e quando veio a proposta do CIRRC, nós apresentamos esse curso a Deus. Eu tinha certeza de que ele só voltaria para casa, formado, só voltaria para casa como interventor. Apesar de ser do GAP ele ainda não tinha esse curso, então para ele é uma realização pessoal. Como família, para mim, ver a felicidade dele e ver ele realizando esse sonho de vida dele, é um sentimento muito feliz, eu só tenho a agradecer a Deus e agradecer a ele porque tudo que ele faz, ele faz com a excelência”, declarou.